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Confira 4 das principais doenças do café do Brasil

Confira 4 das principais doenças do café do Brasil

A história do Brasil e de sua economia está intimamente vinculada à história do café. Desde os 1700, e especialmente a partir do século seguinte, a cafeicultura é um dos principais pilares do agronegócio nacional e gera muitos ganhos para o país e para a sociedade. Mas, não é simples plantar café, na verdade, é uma atividade que demanda muito cuidado e atenção, especialmente com as várias doenças que podem acometer a cultura e atrapalhar sua produção

Como o café fica doente?

Uma cultura de café saudável depende de vários fatores, que devem ser controlados durante todo o seu ciclo produtivo. Afinal, as principais doenças que podem ocorrer em uma plantação chegam a reduzir de forma muito significativa a produção, impactam na qualidade do grão que será colhido e, portanto, geram consequências graves no lucro ou prejuízo do cafeicultor.

Segundo os especialistas, há um “triângulo da doença” do café, que basicamente são os três elementos que permitem a proliferação de uma doença:

  • a existência de hospedeiros para o agente da doença
  • o alcance do próprio agente responsável, seja ele um fungo, vírus, etc
  • um ambiente que favoreça sua proliferação

Para cada item há uma série de testes e diagnósticos que podem ser realizados, e vários planos de ação para impedir que eles favoreçam a contaminação. Por isso, é fundamental um processo constante de controle, de forma preventiva. Caso contrário, as chances de sua produção ser duramente atingida por uma doença só aumentam!

Mas, quais são os principais riscos que sua lavoura pode enfrentar? Vamos conferir!

Ferrugem do cafeeiro

A Hemileia vastatrix, ou ferrugem do cafeeiro, é uma doença causada por um fungo muito agressivo e adaptável. Tanto que o fungo está presente em praticamente todas as regiões produtoras do país, e ataca perto de ⅓ da produção nacional todos os anos.

Por causa disso, é tida como a principal e mais importante doença do setor.

Suas características principais são a produção de uma massa de esporos amarelados e alaranjados. A doença se inicia nas folhas da saia de cada plantação, e depois começa sua ascensão, até chegar ao topo da planta. O fungo acaba por desfolhar o cafezal.

Sua expansão é sempre rápida e de difícil controle, já que os esporos se espalham através de vento ou da própria água de chuvas. Para piorar, o fungo tende a atacar a produção atual e a do ano seguinte, ao impactar até mesmo os futuros ramos do café.

Cercosporiose

Conhecida tecnicamente pelo nome de Cercospora coffeicola, ou pelos nomes populares de “mancha parda” e “olho de pombo”, a Cercosporiose também é uma doença causada por fungos, e ataca tanto as folhas quanto os frutos do cafezal.

As folhas da plantação adquirem diversas manchas de cor mais amarronzada e um interior branco, e um círculo amarelado na parte exterior. Os frutos desenvolvem lesões, que tendem a causar amadurecimento acelerado e precoce dos grãos, causando grandes problemas de qualidade.

Os impactos da doença são grandes, seja na quantidade de produto aproveitável, mas também na qualidade do produto final, atrapalhando a classificação do café, seu valor e várias características sensoriais.

Mancha areolada

Doença com uma “cara” muito parecida com a Cercosporiose, a Mancha areolada, ou Pseudomonas syringae pv. garcae, é causada por uma fitobactéria.

Mesmo profissionais experientes chegam a confundir as duas doenças, quando analisadas apenas a olho nu, pois seus sintomas parecem muito. Mas, por serem agentes muito diferentes, é fundamental uma análise qualificada e profunda, já que as consequências, prevenções e tratamentos são diferentes.

Uma planta contaminada fica bastante lesionada, impossibilitando seu aproveitamento, e a doença chega até mesmo a queimar e matar plantas mais jovens. Sua contaminação se dá através da própria lesão ou de aberturas naturais na planta.

Por não haver produtos químicos que possam atacar a bactéria e gerar controle, é fundamental uma prevenção muito ativa e identificação e controle ágeis em caso de contaminação.

Nematoides das galhas

Um outro tipo de doença que pode atacar um cafezal é aquela relacionada com nematoides, ou vermes parasitários. Usualmente identificamos que vermes atacam animais e insetos, mas a verdade é que há muitos nematoides que atacam plantas e, nesse caso, há diversas espécies infectando plantações de café por todo o Brasil e mundo.

Dentre essas espécies, podemos destacar a Meolidogyne exigua, a incognita e a paranaensis, todas elas bastante espalhadas pelo território nacional.

A exigua, por exemplo, tende a ser menos agressiva que as outras, mas por ser muito espalhada pelo país, e por se espalhar com facilidade e velocidade, acaba gerando graves custos aos produtores.

De forma geral, seu impacto na plantação se dá dificultando a absorção dos nutrientes do solo pelo pé de café. Com isso, a planta fica extremamente frágil, quase sempre não cresce da forma esperada, e reduz a produção de forma significativa.

Conte com a Nugap para proteger sua plantação!

Além dessas doenças há várias outras pragas que podem causar problemas em seu cafezal. E em muitas delas, o melhor a se fazer é muita prevenção e controle, com análises frequentes da qualidade de seu produto. Tudo para evitar a contaminação e, em caso da doença surgir, permitir uma ação rápida.

Conte com a tecnologia e a expertise da equipe da Nugap para analisar seu café. Fazemos desde análises microscópicas, até sensoriais, passando por avaliações e testes físicos e químicos. É um portfólio completo de serviços para você proteger sua produção e garantir o melhor café na mesa de todo mundo!